Outubro Rosa
09/10/2018 08:58 em Saúde

O Outubro Rosa é um movimento internacional de mobilização contra o câncer de mama que surgiu em 1997 nos Estados Unidos. Desde então, são realizadas ações no mundo inteiro com o objetivo de conscientizar as pessoas em relação à prevenção do câncer de mama pelo diagnóstico precoce e o tratamento imediato, evitando mortes pela doença.

Esta campanha lembra às mulheres que é preciso fazer pelo menos uma consulta de check-up ao ano. O Paraná conta hoje com 135 mamógrafos que atendem pelo SUS nas 22 regionais de saúde.

Câncer de Mama

É o tipo de câncer mais comum e uma das principais causas de morte em mulheres. Se detectado na fase inicial, as chances de cura são grandes.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido devido à sua alta frequência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. As mamas são glândulas e sua função principal é a produção de leite. As mamas são formadas por tecido glandular, gordura, vasos sanguíneos, linfáticos e pele.

Sintomas

Existem algumas queixas que devem alertar não só a mulher, mas também o seu médico, que terá a obrigação de afastar uma neoplasia maligna. Nódulo palpável irregular de crescimento rápido, na maioria das vezes indolor, alteração da cor da pele, abaulamentos ou retrações da pele, invaginação mamilar, edema da pele, derrames papilares e até formação de ínguas na axila, mesmo sem se perceber alterações na mama. A mulher também pode notar uma deformidade nas suas mamas. Nos casos mais adiantados, pode aparecer uma "ferida" na pele com odor desagradável. No caso de carcinoma inflamatório, a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha. Ao notar estes sintomas, a mulher deve procurar um médico, e mesmo sem sintomas, toda mulher a partir dos 35 anos deve fazer acompanhamento médico.

Sinais 

• Secreção no mamilo

• Nódulos (caroços) palpáveis na axila

• Nódulos (caroços) na mama, com ou sem dor

• Alterações na pele que recobre a mama e o mamilo, deixando-os com aspecto semelhante à casca de laranja

Fatores de risco

A faixa etária mais frequente do câncer de mama está entre os 45 e 65 anos, porém, ele pode surgir em mulheres mais jovens. Os fatores de risco estão relacionados principalmente ao histórico familiar, principalmente a mãe, irmã ou tia materna que apresentem câncer. Outros fatores estão relacionados aos aspectos hormonais como menarca precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), idade de gestação do primeiro filho acima dos 30 anos, não amamentação e uso indiscriminado de terapia hormonal.

Diagnóstico

A única forma de diagnóstico precoce é valorizar os fatores de risco, principalmente os hereditários e hormonais. Indica-se a realização dos exames de mamografia e ecografia naquelas pacientes consideradas assintomáticas e/ou naquelas em que o exame clínico nada revela, mas que estão dentro das faixas etárias de risco. Após os 20 anos, a mulher deve fazer o auto-exame de mama todo mês e ser examinada pelo médico pelo menos a cada 3 anos. Após os 40, ela deve ser examinada pelo médico anualmente, continuar com o auto-exame mensal e fazer uma mamografia por ano.

Prevenção

Faz parte da prevenção comer alimentos que contenham vitamina A, reduzir o consumo de gordura animal na alimentação e manter o peso normal. Evitar a primeira gestação após os 30 anos, utilizar hormônios somente com indicação médica, realizar o auto-exame mensal e exame médico anual, não fumar e evitar consumo de álcool em excesso. As mães devem amamentar por pelo menos seis meses, sempre que possível.

Tratamento

Antes da decisão sobre o tipo de tratamento, é adequado que o médico analise o resultado do exame anatomopatológico da biópsia ou da cirurgia. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor, e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo. Se o tumor for pequeno, o procedimento poderá ser uma cirurgia de pequeno porte com manutenção da integridade de toda a mama (cirurgia conservadora). Dependendo do tamanho da mama e da localização do tumor, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama ou a mama inteira e ainda analisa se pode oferecer cirurgia plástica para reconstrução mamária. As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia. Dependendo do estágio da doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia.

 

Fontes: 

https://erastogaertner.com.br/pagina.php?id=93&rascunho=true

http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2956

 

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